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quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Oficina de sabão natural e detergentes ecológicos

Oficina de sabão natural e detergentes ecológicos

Venha aprender a fazer sabão natural e, a partir dessa base sólida ou liquida, fazer uma série de produtos para limpeza que pode utilizar na sua casa, loiça, roupa etc.
Duração: 5 horas (conforme o decorrer do wks poderá durar mais alguns minutos)
Valor: 50 €
Desconto para dupla inscrição e para antigos formandos de qualquer outro meu workshop/curso.

- Sabão potássico: pasta e líquido/”gel”
 
- Sabão sódico: sólido/barra
 
- Medidas de segurança na manufactura de sabão natural
- Tabela de Saponificação / Hidróxido de potássio (KoH)
- Tabela de Saponificação / Hidróxido de sódio (NaOH)
- Regras básicas e cálculos para a realização de uma fórmula
- Reciclar gorduras para fazer sabão:
 
Que tipo se pode usar e como as limpar 
- Azeite, óleo de coco e outras gorduras: características e propriedades no sabão de limpeza/detergentes
- Aditivos:
Em sabão líquido
Em sabão sólido
- O que é o CP e o HP (Cold process e Hot process e qual o mais adequado
- Fórmulas de sabão e receitas fáceis de fazer

Cada formando tem direito a um manual e a amostras dos produtos elaborados na oficina.

inscrições e outras informações através do email: oficinasdesabao@gmail.com



sábado, 5 de janeiro de 2013

Diferentes tipos de gorduras e óleos e sua acção sobre a pele e propriedades que emprestam ao sabão natural





Gordura/óleo
Tipo de espuma
Propriedades de limpeza
Acção sobre a pele
Saponificação
Dureza do sabonete
Banha (porco)
Razoavelmente lenta, duradoura e espessa
Boa
Muito moderada
Razoavelmente facil
Duro
Óleo de Coco
Espuma rapidamente c/muitas bolhas persistentes
Excelente
Acção mordente, enruga a pele
Rápido
Extremamente duro
Óleo de palma
Espuma lentamente, bolas pequenas e duradouras
Muito boa
Muito moderada
Muito fácil
Muito duro
Óleo de palmiste (caroço de palma)
Espuma rapidamente e forma bolhas largas, não persistentes
Excelente
Acção mordente sobre a pele
Rápido
Extremamente duro
Sebo (vaca)
Razoavelmente lenta, duradoura e espessa
Boa
Muito moderada
Razoavelmente facil
Muito duro
Óleo de amendoas
Oleosas, pequenas e persistentes
Regular para boa
Bastante moderada
Razoavelmente fácil
Muito macio
Azeite
Gordurosa, pequena e persistente
Regular para boa
Muito boa
Razoavelmente facil
Muito macio
Óleo de rícino
Espessa e duradoura
Regular
Moderada
Muito fácil
Macio

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Sabão Natural de Pine Tar (alcatrão de pinho/goudron de pin)

Antes de começar leia este artigo por favor:
Medidas de segurança na manufactura de sabão natural


Muito importante O mais importante a considerar é o perigo de soda cáustica ou potassa cáustica. Ambos os ingredientes são perigosos e devem ser mantidos fora do alcance de crianças e animais. Quando misturado com água produz uma solução alcalina que em contacto com a pele pode causar queimaduras químicas significativas e cujos vapores tóxicos podem provocar danos nos olhos e garganta quando inalados. Devem-se seguir as instruções de segurança, quando da preparação da solução alcalina (junção da água com a soda cáustica) que representa o momento de maior perigo. A partir do momento em que a saponificação, esse perigo diminui e já não é perigoso para a pele. É importante fazer o calculo correto da soda cáustica necessária para a gordura a utilizar para que não fique uma quantidade excessiva de soda cáustica no sabão.
O material de protecção deve ser:
Óculos de protecção (para evitar salpicos nos olhos)
Mascara (para evitar a inalação de vapores)
Luvas de borracha (para proteger as mãos)


Avental ou bata para proteger a roupa
Em geral deve-se usar roupa de manga comprida, calças e sapatos fechados, para limitar o contacto acidental com a solução alcalina na pele.
Ao mexer a massa com a varinha mágica deve-se ter o cuidado de manter as lâminas, submersas antes de ligar, para que não salpique.
Em caso de contacto com a solução cáustica ou da massa de sabão, lavar abundantemente com água corrente e vinagre. Em caso de contacto com os olhos , lavar imediatamente com água corrente e procurar assistência medica urgente  .
Este processo não deve ser feito por crianças, devem ser mantidas afastadas por protecção.
Manter animais de estimação também fora da divisão onde é feito o sabão
Este é um sabão que fiz a pedido, a titulo de experiencia, para uma pessoa que tem Psoríase e que compra um sabão de pine tar . O que me disseram foi que este sabão que eu fiz, consegue ser tão eficaz como o que comprava, sendo que é mais cremoso, ajudando na diminuição das placas ao fim de algumas semanas de uso. Tendo em conta que não é um medicamento nem uma cura, apenas auxilia na dimuinição das placas e que existem varios tipos de Psoríase, podendo ou não ser indicado e que cada pessoa será responsavel pelo seu uso e possiveis efeitos, e depois de pensar, resolvi partilhar aqui a receita, para quem quiser experimentar. Tenham em conta também que é uma  substancia proibida pela legislação da UE para uso cosmetico...  Ingredientes: óleo de coco 135g; azeite 290g; cerade abelha 40g; óleo de grainha de uva 50g; manteiga de karité 40g; alcatrão de pinho (pine tar) 100g sumo de aloé 100g; agua destilada 126 g;
hidroxido de soda (NaOH) 77g



Ingredientes: (no sentido dos ponteiros do relogio) azeite, óleo de coco; sumo de aloé (congelado) e agua destilada; óleo de grainha de uva macerado com raiz de bardana; cera de abelha e manteiga de karité pura; hidroxido de soda (NaOH); alcatrão de pinho
colocar as gorduras numa panela de inox , em banho maria para derreterem
juntar o hidróxido de sodio com a agua destilada...passado um pouco juntar o sumo de aloé


junta-se o oleo de grainha macerado às gorduras em banho maria, quando já quase estiverem derretidas

adiciona-se o pine tar

quando as gorduras estiverem derretidas  e junta-se-lhes a solução de hidroxido de sodio

mexe-se  à mão (dizem os peritos que não é preciso usar varinha magica, porque atinge o traço muito rapido)

..no entanto não ficou como eu gostaria e preferi fazê-lo em hot process



gelificando

no molde

E agora perguntarão: onde se encontra este pine tar/alcatrão de pinho/goudron de pin??? bom...eu encontrei no Decathlon ,    

embora o que eu tenho a embalagem seja esta:  

sábado, 24 de novembro de 2012

A questão do sabão natural e da soda caustica

Nota (06/11/2013):
Devido a alguns procedimentos perigosos que tive conhecimento, e que colocam em risco a saude (e a vida) de quem está a fazer o sabão e /ou de quem vai usar o sabão: A soda caustica (hidroxido de sódio) assim como o hidroxido de potassio, são agentes quimicos perigosos. Têm de ser manuseados com extrema cautela, usando equipamento adequado (luvas, mascara e oculos de protecção, asim como vestuario adequado); AO fazer a solução alcalina, deve ser usado utensilios adequados, de preferencia de inox (NUNCA; MAS NUNCA DEVE SER USADO ALUMINIO!!!!), e resistentente a temperaturas altas (rondam os 90º ou mais) e resistentes à acção corrosiva da soda caustica; a soda deve ser deitada sobre a agua e nunca , nunca ao contrario; quando se junta a solução de soda nas gorduras, nunca, mas nunca podem as gorduras ao lume!!!!
O manuseamento incorreto da soda caustica, pode levar a graves acidentes, com gravissimos ferimentos e, dependendo da sua localização (por ex. se for no rosto e vias respiratorias), a cegueira e a graves problemas respiratorios, incapacitantes.
Igualmente importante é saber qual a quantidade segura de soda caustica a usar, de forma a que o produto final seja um produto seguro, não caustico.

Actualmente têm acesso a inumeras receitas/formulas de sabão, em sites, grupos, livros... quando copiam uma receita devem rever os dados/valores atraves de uma calculadora. Há sempre a hipotese de ter podido haver uma gralha e a receita não estar bem. Igualmente devem ter confiança (e mesmo assim rever a formula) na pessoa/site/livro que disponibiliza a formula. Há formulas e formulas...

O sabão tem um periodo de cura que TEM DE SER RESPEITADO! pelo menos 4 semanas para sabão cold process, e uma semana para hot process. Rebacht ou refundido de sabão novo (que desanda por ex.na altura do traço), tem que curar as 4 semanas na mesma.

Desculpem o alarmismo, não é nada algo que eu faça, mas tenho-me dado conta que as coisas estão a perder um bocado o controlo, há pessoas não estudam, não se formam, leiem na diagonal, apanham umas dicas aqui, uns sururus ali, e depois vão "fazer sabão", muitas vezes para oferecer, para vender (como se já não fosse grave ser de uso pessoal/familiar).... É preciso responsabilidade, consciencia.

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O sabão natural é feito a partir de óleos e manteigas vegetais e ou animais, aos quais é adicionado uma solução alcalina para que se dê uma reacção química chamada saponificação (ou seja que as gorduras se transformem em sabão).

Sim, para fazer sabão tem de se usar soda caustica (hidróxido de sódio) ou potassa hidróxido de potássio, caso do sabão em pasta ou liquido. Em qualquer definição de sabão pode-se ler que é o resultado de uma reação química resultante da junção de  gorduras e uma base alcalina. A glicerina é um subproduto desse processo e é nos processos industrializados, retirada e depois direcionada para as industrias farmacêutica e alimentar. Agora suponho que quando fala de sabonete de glicerina se refere às bases glicerinadas que se compram já feitas e depois se derretem e se moldam em moldes artísticos. Essa base já passou por esse processo, ou seja antes de ser base de glicerina foi um sabão e antes era um conjuntos de gorduras às quais se juntou uma base alcalina de soda caustica. Depois ela passa por um processo de clarificação para se tornar transparente e de adição de aditivos no intuito de facilitar o seu uso (derreter, colocar em moldes), aumentar a espuma e a validade. Os sabonetes de glicerina industriais seriam uma “invenção” dos anos 50/60 (não tenho agora bem presente a data), e teria sido criado com o intuito de fazer um sabonete mais suave (pois devido à industrialização do sabão e a retirada da glicerina, os sabões seriam mais agressivos e cáusticos) pelo que, além de ser um sabonete transparente e mais apelativo, seria menos caustico pela adicinado de uma pequena porção de glicerina. A denominação “sabonete de glicerina” e a propaganda da época deu resultado e perdurou até hoje a crença de que são sabonetes suaves e apropriados para peles sensíveis. Se na altura “era assim”, atualmente isso não é bem assim, pois os aditivos colocados muitas vezes provocam alergias a pessoas com a pele mais sensível.

Assim temos o sabão NATURAL artesanal, em que o sabão é feito de raiz, juntando as gorduras e a soda caustica (segundo regras de segurança e quantidades corretas e seguras, este processo não é realizado à toa!), e o sabonete de glicerina artesanal, em que a base já passou pelo processo mais complicado e que é muito apelativo pela forma como pode ser trabalhado artisiticamente. Desde já posso adiantar que se pode fazer a base de glicerina de forma artesanal e saber o que se coloca nela para a tornar um produto final mais natural, pois se a base for comprada já feita tem pouco de natural e, se se pode dizer que são sabonetes artesanais, não se devem chamar de naturais.

Quanto ao sabão NATURAL feito de raiz ele é naturalmente rico em glicerina pois no processo artesanal não se separa a glicerina do sabão e ela permanece no produto final. Além disso é deixada uma percentagem de gorduras que não são saponificadas e que entram depois em contato com a pele deixando-a mais suavizada. Não são necessários aditivos espumantes para o sabão natural, pois se quisermos um sabão com uma espuma mais rica, sabemos qual q gordura quês e deve saponificar para o efeito (sim há gorduras que dão mais espuma a uma sabão natural, enquanto outras são mais adequadas para suavizar um sabão).

Voltando ao cerne da questão: a soda caustica. É realmente necessário extrema precaução na sua utilização. É um produto muito cáustico que provoca queimaduras graves, tanto por contato direto com a pele como através da inalação de fumos. Por isso se utiliza equipamento de segurança quando fazemos os sabões: óculos, mascara, luvas, roupa de proteção. Há uma serie de normas de segurança que tem de ser seguidas quando estamos a fazer sabão natural. É também de extrema importância ter noção do que se está a fazer, de todo o processo. É um processo químico, que envolve alguns riscos, que podem ser evitados através do conhecimento do processo e da adoção de medidas e equipamentos de segurança.

Mas, perguntarão: e a soda que fica no sabão? Não faz mal à pele!?!?... Aí está! Um sabão natural bem feito já não tem soda! Como? Sim, um sabão bem formulado e devidamente curado, não soda. Quando a saponificação está corretamente feita, ou seja, quando a transformação de gordura em sabão é feita com as quantidades corretas, o método realizado corretamente e o tempo de cura respeitado, toda a soda que foi utilizada se encontra transformada e neutralizada. O produto final não é gordura nem soda é uma outra substância: é sabão.

Agora dentro do sabão natural existem dois tipos de sabão: o sabão cosmético e o sabão de lavagem/limpeza. Este ultimo é o que normalmente se faz, atualmente com óleos usados de cozinha, no intuito de também se reciclarem estes desperdícios bastante poluentes. Estes têm sim, têm um excesso de soda e não são adequados para uso cosmético. Já agora um aparte: quero chamar a atenção para as receitas de sabão de oleo reciclado, que circulam na internet e que contém quantidades absurdas de soda caustica, muitas vezes o suficiente para saponificar quantidades de gordura de 2 a 3 vezes, maior que a utilizada na receita.

Os sabões naturais cosméticos, são aqueles em que se utilizam óleos mais “nobres”, em que se procuram a perfeita junção entre  as propriedades do óleo e as da planta, entre a cor e o aroma, sempre com uma percentagem de óleos não saponificados, óleos livres num sabão que se quer seguro, suave, muitas vezes um caleidoscópio de emoções sensoriais, entre texturas e aromas.


domingo, 18 de novembro de 2012

Sabão Natural Dourado - HP (aproveitamento de um creme)



Há umas semanas fiz uns cremes, foram na verdade um tira-teimas, porque pela minha experiencia, um creme que não leve cera emulsionante, que leve apenas cera de abelha, não permite a a dição de uma grande quantidade de agua. De fato mais de 20% de agua num creme com 10% de cera de abelha é o maximo que consegui colcoar, sem que as fases se separem. Mas como em troca de experiencias algumas pessoas referiam que se conseguia fazer um creme espetacular com 50/50 de azeite e agua...fui ver sim! ... Pois estes cremes tinham por base  azeite de calendula e alem de cera, e karité, um sem aromas e outro com oleos essenciais divinais ! Tão divinais que tinha o nome de "Vénus"!...enfim...passadas 24 horas de estarem nos boiões desandaram, formando grandes bolsas de agua. Bom,  a materia prima era boa e eu tinha que reaproveitar. Despejei os cremes num recipiente e fui mexendo e despejando a agua (que foi aproveitada para dissolver a soda..nada se perde tudo se transforma!..bom perderam-se os oleos essenciais...pena!)...Foi um processo ao longo de dois pois embora parecesse que já não tinha mais agua, o periodo de descanso de 12 horas fez aparecerem mais bolsa de agua, que foram retiradas. Depois levei ao lume em banho maria fraquinho para que derretesse e deixei que solidificasse... no cimo ficou a gordura e por baixo mias uns decilitros de agua.  Pesei, fiz a formula adicionado outros oleos como coco e palma (o creme foi saponificado como se fosse  tudo azeite visto q a percentagem de karité e cera era muito mais pequena e iria ter o papel de SE. O sabão foi feito em HP: inicia-se como um sabão de CP, que depois de atingir o traço volta a ser colocado em banho-maria...



creme com as fases separadas











apos atingir o traço, leva-se ao lume em banho maria
irá engrossar, crescer



..desmanchar o traço, quase liquefazer
gelificar,


saponificar

cozer a massa e começar a secar

quando estiver com um aspeto de papa bem pegajosa, eu costumo retirar um pouquinho de massa e esfregar na palma da mão e ver a consistencia...é uma boa altura para fazer testes de ph e modificar se se quiser fazê-lo...reira-se do lume , mexe-se, acrescenta-se os aditivos que se prtendam, deixa-se arrefecer um pouco antes de acrescentar os oleos essenciais, para que não evaporem...

tem-se o molde forrado e deita-se a massa àss colheradas

alisa-se, comprime-se o melhor possivel para retirar bolhas de ar do meio...

eu costumo tapar com o resto do papel do molde



...passadas umas 3 horas estava já pronto para cortar...se esperasse par ao dia seguinte, possivelmente precisava de uma serra electrica...

aqui já cortado..

aqui já prontinho!
Com aromas de citrinos. incenso e...mais...

está aqui com os irmãos dele!
http://suntrialquimias.blogspot.pt/2012/11/saboes-novos-outnov-2012-em-hp-hot.html